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Fantástico: problemas e sugestões

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Um programa de TV é feito com base em uma série de nuances. Tais nuances são em sua maioria identificadas no comportamento do público. A de mais destaque é a audiência. Quando um programa antigo, tradicional, de costumeira grande audiência começa a perder seu público é sinal que algo está acontecendo.

Me refiro ao Fantástico da Rede Globo. O programa está tão fraco que se percebe no ar as desconexões na edição, no conteúdo, na forma de apresentação e na escolha dos apresentadores. É a comida que fica ruim por excesso de tempero.

Dia desses foi ao ar uma matéria macabra sobre o assassinato de uma criança, termina a reportagem e a apresentadora está com um baita sorriso chamando o próximo assunto. Isso é inadmissível. Aos olhos de quem não entende de edição parece que ela debochou do assunto, mas não é isso. É edição e continuação mal feitas, erros que não eram cometidos na TV Globo.

E os assuntos? Um festival de absolutas bobagens, futilidades e quadros que reproduzem e alimentam as atitudes mais imbecis do dia a dia. Quando há um assunto sério, ele está no meio de assuntos tolos, tudo tão misturado que não dá para distinguir uma coisa da outra de imediato e ver se vale a pena assistir ou não.

Muita gente sabe e a TV Globo mais do que ninguém que o público tem uma forte identificação com os apresentadores. Assim como a vinheta do Jornal Nacional nos remete a Fátima Bernardes e ao William Bonner, ambos também nos remetem ao Jornal Nacional. Eles e o jornal já parecem ser a mesma coisa. São muitos anos à frente do noticiário. Essa identificação também existiu no passado com Cid Moreira, Sérgio Chapelin e Celso Freitas. No caso do atual Fantástico todos os apresentadores que já tinham essa identificação de longa data foram suprimidos do programa.

É louvável trazer “gente nova”, mas é mais prudente coloca-los junto aos veteranos para que o público se acostume e não haja uma descaracterização do programa de forma tão abrupta. A apresentação também é uma ferramenta que faz a credibilidade. Um bom repórter pode não ser um bom apresentador e vice-versa. Quando o profissional certo não está no lugar certo é ruim para ele, é ruim para o programa.

Essas são criticas construtivas de alguém que não faz muito tempo gostava de voltar para casa no domingo à noite e ter o prazer de ligar no Fantástico. Espero que essas palavras, de um telespectador, sejam parte das nuances que os diretores do Fantástico se baseiam quando fazem o programa. Se é que se baseiam se é que se importam com a opinião do público.

A Decadência do Fantástico.

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O Fantástico que já foi um campeão absoluto de audiência nas décadas de 70,80 e 90, vem enfrentando uma das piores crises de audiência nos últimos tempos.

Há quem diga que a culpa da baixa audiência se deve a existência de novos veículos de comunicação como a internet por exemplo, outros dizem que o motivo é a forte concorrência que sofre do Pânico na TV e do Domingo Legal no mesmo horário. O fato é que a concorrência é apenas um dos fatores dos baixos índices do ex. campeão dominical, o principal culpado é o próprio formato do programa.

O Fantástico há muito deixou o jornalismo de lado e vem privilegiando cada vez mais o entretenimento fácil. Atualmente a edição do programa se resume a reportagens com alta carga de futilidade, realitys shows, enlatados da BBC inglesa e apresentadores inexpressivos. Como se não bastasse tudo isso, ainda somos obrigados a assistir vídeos caseiros, que são enviados por telespectadores do programa em busca dos seus quinze minutos de fama, que vão ao ar após os intervalos da atração.

Parece que o programa tomou um caminho sem volta, em nada lembra a atração por onde passaram nomes consagrados do telejornalismo brasileiro, como William Bonner, Fátima Bernardes,Sérgio Chapelin, Cid Moreira, Celso Freitas,Sandra Annenberg,Valéria Monteiro, Claúdia Cruz e tantos outros monstros sagrados do telejornalismo brasileiro que passaram pela bancada do programa ao longo dos anos.

Aquele Fantástico de outros tempos, parece que se encontra muito vivo na mente dos telespectadores que viveram aqueles tempos e adormecido nas fitas do centro de documentação da TV. Globo.

Atualmente nem bancada o programa possue mais, os apresentadores se encontram em pé no meio do nada, ou melhor num cenário que mais parece o quarto branco do BBB

Até os gols do Fantástico que era um dos pontos altos do programa, perderam o pique afinal o telespectador quer assistir os gols da rodada do final de semana, não as piadas ou os lances engraçados que só o apresentador Tadeu Schimidt acha graça. Bons tempos aqueles em que a narraçao dos gols da rodada ficava a cargo de Fernando Vanucci e Léo Baptista, sendo que eles mostravam a resenha esportiva do final de
semana, sem desvirtuar o conteúdo.

Há 20 anos o telespectador observava mudanças no jornalismo da emissora.

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O ano é 1989, a exatos 20 anos, mais especificamente no dia 22/05/89, a Rede Globo promovia uma dança das cadeiras nos principais noticiários da emissora. Analisando friamente 20 anos depois a mudança que foi promovida na época, podemos dizer que ela gerou insatisfação e a saída antecipada de alguns dos principais nomes da casa e um "desmanche parcial" de um dos melhores times que uma emissora já possuiu no âmbito jornalístico.

Basicamente a nova grade de jornalismo tinha como objetivo que nomes consagrados do telejornalismo, servissem de escada para novatos. Assim desse modo a ex. apresentadora da extinta edição do RJTV terceira edição, Fátima Bernardes era colocada ao lado do já consagrado apresentador Eliakim Araújo, que desde fevereiro de 1986, já dividia a banca
da do telejornalistico com a sua esposa Leila Cordeiro. Leila por sua vez foi deslocada para o Jornal Hoje, com intuito de promover a então comentarista de cultura do Jornal da Globo, Márcia Peltier. Leda Nagle que era a "cara" do Hoje na década de oitenta, iria ser deslocada para o Bom dia Rio, como a apresentadora argumentou que não teria condiçoes de acordar cedo para ancorar novamente o mesmo jornal do qual ela já havia sido apresentadora há alguns anos atrás, a globo inexplicavelmente colocou Leda Nagle na "geladeira" e contratou a então apresentadora da TVE carioca, Claúdia Cruz. Outra mudança que seria observada pelo telespectador da emissora seria a volta da mais tradicional dupla de apresentadores,do JN depois de seis anos afastado do programa Sérgio Chapelin, voltava assumir ao lado de Cid Moreira, o posto que havia perdido para Celso Freitas quando trocou a Globo pelo SBT em 1983. Celso por sua vez seria deslocado para o Fantástico ao lado de William Bonner e Valéria Monteiro e assumiria também o comando do Globo Reporter, programa que já havia apresentado anteriormente algumas vezes, quando revezava a apresentaçao com Sérgio Chapelin.

Bem Leila Cordeiro e Eliakim Araújo, não gostaram de perder o espaço que haviam conquistado, como a própria Leila disse em entrevistas à jornais da época, eles nunca haviam aberto mão do "marketing de casal" em suas carreiras, Leda Nagle também disse que sofreu perseguiçao da emissora, principalmente de Boni, que exigia já há algum tempo que a apresentadora fizesse um regime e aulas com fonoaudiológa para melhorar o seu padrão vocal.

O fato é que em Jul/89 mais mudanças foram vistas pelos telespectadores,Leila e Eliakim rescindiram o contrato que teria vigência até 1990 e logo foram contratados por Adolpho Bloch para ancorar o Jornal da Manchete, Leda Nagle acabou tendo o mesmo destino dos colegas, também foi contratada pela Manchete para ao lado de Carlos Bianchini, ancorar o Edição da Tarde.

Com a saída de Leila e Eliakim, outro "casal 20" do jornalismo ocuparia a bancada do JG, o promissor jornalista William Bonner que desde 1988 integrava o time de apresentadores do fantástico se juntava a sua esposa Fátima Bernardes na bancada do JG e outra mudança vista foi a volta de Marcos Hummel ao JH ao lado de Márcia Peltier.

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